Livro selecionado: "Obras Póstumas "

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III. A Divindade de Jesus é Provada pelas Suas Palavras?

"Respondeu-lhe Jesus, e disse: A minha doutrina não é minha, mas é d'Aquele que me enviou.

Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, reconhecerá se a minha doutrina vem dele, ou se eu falo de mim mesmo.

O que fala de si mesmo busca a própria glória; mas aquele que busca a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele a injustiça". (S. JOÃO, VII, 16, 17 e 18).

"O que não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra que vós tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou". (S. JOÃO, XIV, 24).

"Não credes que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que está em mim, este é que faz as obras". (S. JOÃO, XIV, 10)

"Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras."

A respeito, porém, deste dia ou desta hora, ninguém sabe quando há de ser, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas só o Pai". (S. MARCOS, XIII, 31 e 32. Vide S. MATEUS, XXV, 35 e 36).

"Disse-lhes, pois, Jesus: Quando vós tiverdes levantado o Filho do homem, conhecereis quem eu sou, e que nada faço de mim mesmo, mas que como o Pai me ensinou, assim falo;

E o que me enviou está comigo e não me deixou só, porque eu sempre faço o que é do seu agrado". (S. JOÃO, VIII, 28 e 29).

"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d'Aquele que me enviou". (S. João, VI, 38).

"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Assim como ouço, julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade d'Aquele que me enviou". (S. JOÃO, V, 30).

"Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que meu Pai me deu que cumprisse, as mesmas obras que eu faço dão por mim testemunho de que meu Pai é quem me enviou". (S. JOÃO, V, 36).

"Mas vós atualmente procurais tirar-me a vida, a mim que sou um homem, que vos falei a verdade que ouvi de Deus; isto é o que Abraão nunca fez". (S. JOÃO, VIII, 40).

Desde que ele nada diz de si, que a doutrina por ele ensinada, não é dele, mas de Deus, que lhe ordenou viesse torná-la conhecida; que não fez senão o que Deus lhe deu o poder de fazer, que a verdade que ensinou lhe foi revelada por Deus, a cuja vontade se curvou; é claro que ele não é Deus, mas o seu enviado, o seu messias, o seu subordinado.

É impossível recusar mais positivamente toda a assimilação à pessoa de Deus e determinar-lhe o principal papel em termos mais precisos. Não são pensamentos ocultos sob o véu da alegoria, que só a força de interpretações se possam descobrir; é o sentido próprio expresso sem ambigüidades.

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