Livro selecionado: "O Livro dos Médiuns "

ÍNDICE

Capítulo XXX

Capítulo 1º

Fins e Constituição da Sociedade

Artigo 1 - A Sociedade tem por fim o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e sua aplicação às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas. As questões de política, de controvérsia religiosa e de economia social lhe são interditas. Ela toma por nome: Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Artigo 2 - A Sociedade compõe-se de membros titulares, de sócios livres e membros correspondentes. Pode conferir o título de membro honorário a pessoas residentes na França ou no exterior que por sua posição ou seus trabalhos possam prestar-lhe serviços importantes. Os membros honorários são anualmente sujeitos a uma reeleição.

Artigo 3 - A Sociedade só admite pessoas que simpatizam com os seus princípios e o objetivo de seus trabalhos, aquelas que já estiverem iniciadas nos princípios fundamentais da ciência espírita ou estiverem seriamente animadas do desejo de nela se instruírem. Em conseqüência ela exclui todos os que possam trazer motivos de perturbação às suas reuniões, seja por uma atitude de hostilidade e oposição sistemática, seja por qualquer outra causa, fazendo-a assim perder tempo em discussões inúteis. Todos os membros se obrigam reciprocamente à benevolência e bom tratamento, devendo em todas as circunstâncias colocar o bem geral acima das questões pessoais e do amor-próprio.

Artigo 4 - Para ser admitido como sócio livre é necessário solicitar por escrito ao Presidente, apoiado pela assinatura de dois membros titulares que se tornam responsáveis pelas intenções do postulante. O pedido deve relatar sumariamente: 1) se o postulante já possui conhecimento de Espiritismo; 2) quais as suas convicções sobre os pontos fundamentais da ciência espírita; 3) o compromisso de se conformar em tudo com este regulamento. O pedido será submetido à comissão que proporá, se for o caso, a admissão, o adiamento ou a sua rejeição. O adiamento é de rigor para todo candidato que ainda não possua nenhum conhecimento da ciência espírita e não simpatize com os princípios da Sociedade. Os sócios livres têm o direito de assistir a todas as sessões, de participar dos trabalhos e das discussões de estudo, mas em caso algum terão voto deliberativo no que concerne às questões administrativas da Sociedade. Os sócios livres só o serão pelo ano da sua admissão, devendo a sua permanência na Sociedade ser ratificada ao fim desse primeiro ano.

Artigo 5 - Para ser membro titular é necessário ter sido sócio livre pelo menos durante um ano, ter assistido a mais de metade das sessões e haver dado, durante esse tempo, provas notórias de seus conhecimentos e de suas convicções em relação ao Espiritismo, de sua adesão aos princípios da Sociedade e de sua vontade de agir em todas as circunstâncias, no tocante aos seus colegas, segundo os princípios da caridade e da moral espírita. Os sócios livres que durante seis meses tiverem assistido às sessões da Sociedade poderão ser admitidos como membros titulares, se além disso cumprirem com as demais condições. A admissão será proposta ex-ofício pela comissão, com assentimento do associado, se for apoiada por três membros titulares. Em seguida será, se for o caso, submetida ao pronunciamento da Sociedade em votação secreta, após um relatório verbal da comissão. Somente os membros titulares têm o direito ao voto deliberativo e gozam da faculdade concedida pelo artigo 25.

Artigo 6 - A Sociedade limitará, se julgar conveniente, o número dos sócios livres e dos membros titulares.

Artigo 7 - Os membros correspondentes são os que, não residindo em Paris, mantenham relações com a Sociedade, fornecendo-lhe documentos úteis para os seus estudos. Podem ser nomeados com a apresentação apenas de um membro titulado.

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