Livro selecionado: "O Livro dos Médiuns "

ÍNDICE

Página Anterior

Próxima Página

Capítulo XXVI

Perguntas que se podem fazer (continuação)

288. Perguntas agradáveis ou desagradáveis aos Espíritos.

1. Os Espíritos respondem de boa vontade às perguntas que lhes fazemos?

— Depende das perguntas. Os Espíritos sérios respondem com prazer às que objetivam o bem e os meios de vos fazer progredir. Não dão ouvidos às perguntas fúteis.

2. Basta que uma pergunta seja séria para ter uma resposta séria?

— Não. Isso depende do Espírito que responde.

— Mas uma pergunta séria não afasta os Espíritos levianos?

— Não é a pergunta que afasta os Espíritos levianos, é o caráter de quem a faz.

3. Quais as perguntas particularmente desagradáveis para os Espíritos bons?

— Todas as que são inúteis ou feitas por curiosidade e para experimentá-los. Então eles não respondem e se afastam.

— Há perguntas que desagradem aos Espíritos imperfeitos?

— Somente aquelas que possam pôr-lhes à mostra a ignorância ou a mistificação, quando estão procurando enganar. Fora disso, respondem a tudo sem se preocuparem com a verdade.

4. Que pensar das pessoas que só vêem nas comunicações espíritas uma distração ou um passatempo, um meio de obter revelações sobre questões de interesse pessoal?

— Os Espíritos inferiores gostam muito dessas pessoas que, como eles, gostam de se divertir, e ficam satisfeitos quando as mistificam.

5. Quando os Espíritos não respondem a certas perguntas é por que não querem ou por que uma potência superior se opõe a certas revelações?

— Uma coisa e outra. Há coisas que não podem ser reveladas e outras que o Espírito não conhece.

— Insistindo-se bastante o Espírito acabará por responder?

(4) Esta declaração de Kardec deixa bem clara a importância do seu trabalho na Codificação. Para dar um exemplo, ele escapou da modéstia habitual e reconheceu o valor fundamental dos seus questionários, que levaram os Espíritos a tratar minuciosamente de numerosos problemas que abordariam apenas de maneira geral. A posição dos Espíritos é diferente da nossa. Por isso, é preciso que lhes apresentemos concretamente os nossos problemas, mostrando os nossos pontos de dúvida, que para eles não existem. É o mesmo que se dá com os alunos diante de um professor de grande sabedoria, sempre voltado para questões elevadas. (N. do T.)

Página Anterior - Próxima Página

Copyright 2004 - LAKE - Livraria Allan Kardec Editora
(Instituição Filantrópica) Todos os Direitos Reservados