Livro selecionado: "O Livro dos Médiuns "

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Capítulo XVI

Quadro Sinótico

Resumimos a seguir os principais gêneros de mediunidade a fim de apresentar, de alguma maneira, o seu quadro sinótico, compreendendo os já descritos nos capítulos precedentes, com a indicação dos números em que foram tratados com mais detalhes.

Reunimos as diferentes variedades mediúnicas pelas semelhanças de causas e efeitos, sem que esta classificação seja absoluta. Algumas são encontradas com freqüência; outras, pelo contrário, são raras e até mesmo excepcionais, o que tivemos o cuidado de mencionar.

Estas indicações foram inteiramente fornecidas pelos Espíritos que, além disso, reviram este quadro com particular cuidado e o completaram com numerosas observações e novas categorias, de tal maneira que ele é, por assim dizer, obra inteiramente deles.

Assinalamos, pondo-as em corpo tipográfico diferente(1) suas observações textuais, quando julgamos dever destacá-las. São, na maioria, de Erasto e de Sócrates.

187. Podem-se dividir os médiuns em duas grandes categorias:

Médiuns de efeitos físicos - Os que têm o poder de provocar os efeitos materiais ou as manifestações ostensivas. (Ver nº 160)

Médiuns de efeitos intelectuais - Os que são mais especialmente aptos a receber e a transmitir as comunicações inteligentes. (Ver nº 65 e seguintes)(2)

Todas as demais variedades se ligam mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias, e algumas participam de ambas. Analisando os diversos fenômenos produzidos sob influência mediúnica vê-se que há em todos um efeito físico, e que aos efeitos físicos se junta quase sempre um efeito inteligente.

É às vezes difícil estabelecer o limite entre ambos, mas isso não acarreta nenhuma dificuldade. Incluímos na classificação de médiuns de efeitos intelectuais os que podem mais especialmente servir de instrumentos para comunicações regulares e contínuas. (Ver nº 133)

188. Variedades comuns a todos os gêneros de mediunidade:

Médiuns sensitivos - Pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma sensação geral ou local, vaga ou material. Na sua maioria distinguem os Espíritos bons ou maus pela natureza da sensação que causam. (Ver nº 164)

Os médiuns delicados e demasiado sensíveis devem abster-se de comunicações com Espíritos violentos ou cuja sensação é penosa, por causa da fadiga resultante.

Médiuns naturais ou inconscientes - Os que produzem fenômenos espontaneamente, sem querer, e na maioria das vezes à sua revelia. (Ver nº 161)

Médiuns facultativos ou voluntários - Os que têm o poder de provocar os fenômenos por um ato da própria vontade. (Ver nº 160)

Por maior que seja essa vontade, eles nada podem se os Espíritos se recusam, o que prova a intervenção de uma potência estranha.(3)

189. Variedades especiais para os efeitos físicos:

Médiuns tiptólogos - Os que produzem ruídos e pancadas. Variedade muito comum, com ou sem a participação da vontade.

(1) No original esse destaque foi feito por meio de aspas, de maneira que tivemos de mudar a referência às aspas, mas pomos em grifo as palavras da substituição. Trata-se apenas de uma questão de melhor disposição tipográfica. (N. do T.)

(2) Essa classificação mediúnica foi duplamente confirmada pela pesquisa científica. Primeiro, pela Metapsíquica, que dividiu os fenômenos em objetivos e subjetivos. Depois, pela atual Parapsicologia, que criou as classificações psigama e psikapa, designando a primeira os fenômenos intelectuais ou subjetivos, e a segunda os fenômenos objetivos ou materiais. Ambas as ciências reconheceram também as duas categorias de sensitivos (médiuns), com as diversas variedades ou classes constantes deste livro. (N. do T.)

(3) Quando Kardec se refere ao poder dos médiuns, à sua força ou potência, trata apenas da capacidade maior ou menor para servir de instrumentos aos Espíritos. Como se vê nessa observação, nenhum médium tem poder para provocar fenômenos ou comunicações se os Espíritos não concordarem. O poder dos médiuns, propriamente dito, decorre de sua elevação moral e conseqüente relação com Espíritos bons. (N. do T.)

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