Livro selecionado: "O Livro dos Médiuns "

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Capítulo V

O Fenômeno de Transporte (continuação)

1. Queres dizer-nos por que os transportes que produzes só se realizam durante o sono magnético do médium?

— Por causa da natureza do médium. Os fatos que produzo quando ele dorme, poderia igualmente produzir no estado de vigília de outro médium.

2. Por que demoras tanto a trazer os objetos, e por que excitas a cobiça do médium, excitando-lhe o desejo de obter o objeto prometido?

— Necessito de tempo para preparar os fluidos que servem ao transporte. Quanto à excitação, muitas vezes tem apenas o fim de divertir os presentes e a sonâmbula.

Nota de Erasto - O Espírito que respondeu sabe apenas isso. Não tem consciência do motivo dessa excitação da cobiça, que provoca instintivamente e sem compreender-lhe o efeito. Ele pensa divertir, quando na verdade estimula, sem o saber, maior emissão de fluido. É uma decorrência das dificuldades que o fenômeno apresenta, dificuldades maiores quando ele não é espontâneo, e particularmente com outros médiuns.

3. A produção do fenômeno depende da natureza especial do médium, e seria possível obtê-lo com mais facilidade e presteza por outro médium?

— A produção do fenômeno depende da natureza do médium, e só se pode produzi-lo por meio de médiuns dessa natureza. Para a presteza, vale-nos muito o hábito adquirido no trato freqüente do mesmo médium.

4. A influência das pessoas presentes pode embaraçá-Io de alguma maneira?

— Quando há incredulidade, oposição, da parte delas, podem criar-nos sérias dificuldades. Preferimos realizar nossas experiências com pessoas crentes e versadas no Espiritismo. Mas não quero dizer, com isso, que a má vontade nos pudesse paralisar por completo.

5. Onde pegaste as flores e os bombons que trouxeste?

— As flores, nos jardins, onde elas me agradem.

6. E os bombons? O confeiteiro deve ter percebido a sua falta?

— Tomo-os onde quero. O confeiteiro não percebeu nada, porque pus outros no lugar .

7. Mas os anéis têm preço; onde os tomaste? Não ficou prejudicado aquele de quem os tiraste?

— Tirei-os de lugares que ninguém conhece, e o fiz de maneira que não prejudicará a ninguém.

Nota de Erasto - Creio que o fato foi explicado de maneira incompleta, por falta de conhecimento do Espírito que respondeu. Sim, pode ter havido no caso um prejuízo real, mas o Espírito não quis passar por haver desviado alguma coisa. Um objeto só pode ser substituído por outro idêntico, da mesma forma e do mesmo valor. Assim, se um Espírito tivesse a possibilidade de substituir um objeto tirado, não haveria razão para o tirar, pois poderia dar o que serve de substituto.

8. É possível transportar flores de outro planeta?

— Não, para mim isso não é possível.

— (A Erasto) Outros Espíritos teriam esse poder?

— Não, isso não é possível em razão das diferenças de meio ambiente.

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